terça-feira, 2 de novembro de 2010

Anarquia

Democracia também é esporte. Temos a "liberdade" que todo atacante quer. Podemos escolher a "estratégia" que mais nos agrada. Apesar disso, o que mais nos faz lembrar a política no esporte, é o interesse. Ineresse em ter fama. Interesse em ter grana. Interesse em fazer da sua paixão um caça-níqueis, independente do que seja necessário.

Em algum momento o amor pelo esporte paga. Seja pela ingenuidade do esportista, seja pela ganância do seu agente. Quando se percebe, o atleta porta-se como um candidato eleito. Como se já tivesse alcançado o topo do mundo, enquanto a maioria busca um lugar ao sol. Os momentos de miséria de repente somem da memória, se é que um dia existiram.

Nos dois casos o clamor do povo é essecial. Há uma transformação em que o admirado vira Rei. Alguns reagem bem a isso. Retribuem a admiração com benfeições. Já outros sentem-se donos de tudo que existe. Nestes casos, o que resta é esperar e ver. Se não somos maioria, mesmo que nos instigue a anarquia, não somos donos de nada. Será que o acaso há de salvar-nos?