quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Decepção colorada. Alegria africana

A festa começou antes da partida. E durou bem menos do que se esperava. A histórica classificação do Mazembe à final do Mundial de clubes frustrou colorados, alegrou tricolores e surpreendeu o mundo, que esperava o duelo Inter x Inter na decisão.

É, de fato, uma grande decepção, um vexame. Mas há por parte de alguns certo exagero. Estamos falando de futebol. E muitas vezes dá-se demasiado destaque ao favorito que foi derrotado. Sei que por estarmos no Brasil é natural o foco ser o time brasileiro. Mas em algumas reportagens e comentários parece que o adversário inexistia.

O feito histórico não pode passar despercebido. Da mesma forma que a ausência do campeão sulamericano na final do Mundial é inédita, a classificação africana é um feito que será sempre lembrado. Sabe-se lá quando isso se repetirá. Será ainda mais espetacular se a Inter de Milão não passar na outra semifinal. E isso não é impossível: há um time do outro lado.




Obs: O atacante Adriano acertou com o Corinthians e aguarda liberação junto à Roma. Mais detalhes em breve.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A arte de torcer

A ESPN transmite em sua grade de programação um especial feito em conjunto com a Petrobrás. Um torcedor-símbolo, vencedor da promoção feita pela empresa de energia, percorreu o Brasil durante todo o campeonato brasileiro. Entrevistou torcedores, acompanhou partidas e retratou o futebol pela visão mais apaixonada que dele se pode ter.

O sensacional documentário mostra torcedores famosos e deconhecidos, de todas as idades. Acompanha clubes grandes e pequenos, de todas as regiões do país. Nos faz ver que da mesma forma que o torcedor flamenguista demonstra sua paixão, o torcedor do Ceará canta e vibra com seu clube. Claro que há torcidas maiores e mais participativas, mas individualmente os torcedores são muito parecidos. As peculiaridades aparecem, como por exemplo na superstição dos botafoguenses, ou na dramaticidade dos corintianos.

Algo que parece muito comum a todos é o amor incondicional pelo clube de coração. E é esse o ponto alto do especial. A paixão que faz rir e chorar por algo irracional é muitas vezes inexplicável. Só quem tem um time pelo qual torcer consegue explicar. Ou não. Não importa se faz chuva ou sol, se é 1ª ou 2ª divisão, se o seu time é ou não favorito, torcer trás uma sensação ímpar. Para os assíduos frequentadores de estádios, mais que isso: sentem-se fundamentais para o desepenho dos jogadores em campo.

São interessantes algumas declarações: "O nosso time é como se fosse um membro da família", "Se minha esposa me dissesse 'Ou o Palmeiras ou eu'... eu teria que sair de casa". Podem parecer exagero, mas não são. O amor pelo clube é como o de um relacionamento humano. Temos boas lembranças, histórias pra contar, datas a se comemorar. Vivemos momentos felizes, outros nem tanto. Pode ser que ocorram crises, a paixão pode esfriar. Mas no caso do time, o amor sempre é eterno. "Você pode trocar de mulher, de casa, de carro, mas nunca de time". A frase é clichê, mas é a mais pura verdade.