sexta-feira, 2 de julho de 2010

A queda dos "guerreiros"

Não vou aqui aproveitar o momento mais que propício para criticar o "professor" Dunga. Nem vou dizer que o maior erro foi cometido antes do início da Copa (ih!). Mas com seus "escolhidos", Dunga fez campanha até aceitável. Longe de algo comparado com os vexames de Itália e França ou da goleada levada pela Inglaterra. É claro que sempre se espera mais da camisa canarinho, mas esse grupo nunca foi unanimidade em lugar nenhum. Sobretudo para o duelo com os holandeses.

Os times eram iguais. Iguais até demais. Esse era o problema. A Holanda, apesar de ter história no futebol, não tem talentos brotando por todos os lados, como acontece por aqui. Mesmo que os melhores jogadores estejam na Europa, onde o futebol é mais objetivo, é imcompreensível ver apenas três nomes, num elenco de 23, que podem surpreender e decidir uma partida. Sim, a Holanda tinha também no máximo três nomes desse porte. E um deles acabou decidindo.

Havia dito que abrir o placar seria fundamental. Quem tivesse o contra-ataque à disposição levaria vantagem. Mas Kaká, Robinho e Luís Fabiano não souberam aproveitar as poucas chances de contra-atacar que tiveram ainda no primeiro tempo. O gol holandês, numa infelicidade da zaga, escancarou algo que ainda favorece europeus diante de sul-americanos: o emocional. Após isso, veio a virada e a expulsão de Felipe Melo. Então, só a individualidade poderia encontrar o gol salvador. Nada feito. Dunga e seus 23"guerreiros" (com raras exceções) estão fora da Copa.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Jogo por resultado: jogo pela taça

Não. De fato, não há futebol extremamente vistoso de parte alguma até aqui. A Alemanha, se muito, demonstra ser a equipe mais consistente, ao passo que a Argentina tem o maior potencial. A Espanha mostra evolução, enquanto Brasil e Holanda apresentam posturas bem parecidas em campo. Não é só no 4-2-3-1 eficiente, mas também no pragmatismo presente do primeiro ao último minuto.

No que diz respeito a resultado, Brasil e Holanda demonstram saber bem o que querem. Defesa consistente, meio campo compacto e saída rápida para o ataque: assim as duas equipes tomaram apenas dois gols cada. No caso da Holanda, dois gols de penâlti. Já os "samba boys" tomaram gols em momentos de relax, quando a vitória já estava garantida.

A seleção de Dunga mostrou contra Portugal que o banco de reservas é fraco. E mostrou contra o Chile que ainda tem dificuldades enquanto o placar aponta 0 a 0. A Holanda tem peças de reposição que podem manter o bom nível O grande trunfo dos brasileiros, assim como dos holandeses, é sair na frente no placar e, assim, levarem a partida da forma que mais lhes agrada: defesa e contra-ataque. Mas nesta sexta-feira um dos dois terá de se virar com o placar adverso. Se é que alguém há de abrir o placar.