A ESPN transmite em sua grade de programação um especial feito em conjunto com a Petrobrás. Um torcedor-símbolo, vencedor da promoção feita pela empresa de energia, percorreu o Brasil durante todo o campeonato brasileiro. Entrevistou torcedores, acompanhou partidas e retratou o futebol pela visão mais apaixonada que dele se pode ter.
O sensacional documentário mostra torcedores famosos e deconhecidos, de todas as idades. Acompanha clubes grandes e pequenos, de todas as regiões do país. Nos faz ver que da mesma forma que o torcedor flamenguista demonstra sua paixão, o torcedor do Ceará canta e vibra com seu clube. Claro que há torcidas maiores e mais participativas, mas individualmente os torcedores são muito parecidos. As peculiaridades aparecem, como por exemplo na superstição dos botafoguenses, ou na dramaticidade dos corintianos.
Algo que parece muito comum a todos é o amor incondicional pelo clube de coração. E é esse o ponto alto do especial. A paixão que faz rir e chorar por algo irracional é muitas vezes inexplicável. Só quem tem um time pelo qual torcer consegue explicar. Ou não. Não importa se faz chuva ou sol, se é 1ª ou 2ª divisão, se o seu time é ou não favorito, torcer trás uma sensação ímpar. Para os assíduos frequentadores de estádios, mais que isso: sentem-se fundamentais para o desepenho dos jogadores em campo.
São interessantes algumas declarações: "O nosso time é como se fosse um membro da família", "Se minha esposa me dissesse 'Ou o Palmeiras ou eu'... eu teria que sair de casa". Podem parecer exagero, mas não são. O amor pelo clube é como o de um relacionamento humano. Temos boas lembranças, histórias pra contar, datas a se comemorar. Vivemos momentos felizes, outros nem tanto. Pode ser que ocorram crises, a paixão pode esfriar. Mas no caso do time, o amor sempre é eterno. "Você pode trocar de mulher, de casa, de carro, mas nunca de time". A frase é clichê, mas é a mais pura verdade.
domingo, 12 de dezembro de 2010
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