Acabo de ver no blog do ótimo PVC uma seleção com os times brasileiros da década, a saber: Inter de 2006 (Campeão da Libertadores e do Mndial), São Paulo de 2005(Campeão Paulista, da Libertadores e do Mundial), Cruzeiro de 2003 (Tríplice coroa: Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão) e Santos 2002 (Campeão Brasileiro).
Propus então uma mescla entre esses times para formar o time brasileiro ideal da década.
Um ensaio:
R. Ceni (Fez ótima Libertadores e pegou tudo na final do Mundial), Maurinho (Esteve no Santos 2002 e no Cruzeiro 2003), Alex (Entre tantas revelações ofensivas, destacou-se na zaga santista), Lugano (Xerifão à moda antiga, de desconhecido a ídolo tricolor) e Léo (Peça importante no time de garotos de 2002);
Mineiro e Josué (Ótima dupla. Incansáveis na marcação);
Alex (Maestro celeste na conquista da tríplice coroa) e Diego (Ao lado de Robinho, a grande sensação de 2002);
Robinho (Fez partidas memoráveis, como na finalíssima do Brasileiro 2002) e Fernandão (Apesar de ser meia na escalação base, jogou também como centroavante. Em 2006, foi espetacular em ambas as posições).
Esse seria o meu time ideal. Assim como na escolha dos times, não são os jogadores que mantiveram uma boa regularidade durante toda a década. Mas sim jogadores que tiveram grande destaque em determinada temporada.
Podemos de repente escolher o jogador da década no Brasil. Por exemplo: Robinho de 2002 ou Alex de 2003, Tevez de 2005 ou Fernandão de 2006. É...isso pode ficar pra um outro post.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Decepção colorada. Alegria africana
A festa começou antes da partida. E durou bem menos do que se esperava. A histórica classificação do Mazembe à final do Mundial de clubes frustrou colorados, alegrou tricolores e surpreendeu o mundo, que esperava o duelo Inter x Inter na decisão.
É, de fato, uma grande decepção, um vexame. Mas há por parte de alguns certo exagero. Estamos falando de futebol. E muitas vezes dá-se demasiado destaque ao favorito que foi derrotado. Sei que por estarmos no Brasil é natural o foco ser o time brasileiro. Mas em algumas reportagens e comentários parece que o adversário inexistia.
O feito histórico não pode passar despercebido. Da mesma forma que a ausência do campeão sulamericano na final do Mundial é inédita, a classificação africana é um feito que será sempre lembrado. Sabe-se lá quando isso se repetirá. Será ainda mais espetacular se a Inter de Milão não passar na outra semifinal. E isso não é impossível: há um time do outro lado.

Obs: O atacante Adriano acertou com o Corinthians e aguarda liberação junto à Roma. Mais detalhes em breve.
É, de fato, uma grande decepção, um vexame. Mas há por parte de alguns certo exagero. Estamos falando de futebol. E muitas vezes dá-se demasiado destaque ao favorito que foi derrotado. Sei que por estarmos no Brasil é natural o foco ser o time brasileiro. Mas em algumas reportagens e comentários parece que o adversário inexistia.
O feito histórico não pode passar despercebido. Da mesma forma que a ausência do campeão sulamericano na final do Mundial é inédita, a classificação africana é um feito que será sempre lembrado. Sabe-se lá quando isso se repetirá. Será ainda mais espetacular se a Inter de Milão não passar na outra semifinal. E isso não é impossível: há um time do outro lado.

Obs: O atacante Adriano acertou com o Corinthians e aguarda liberação junto à Roma. Mais detalhes em breve.
domingo, 12 de dezembro de 2010
A arte de torcer
A ESPN transmite em sua grade de programação um especial feito em conjunto com a Petrobrás. Um torcedor-símbolo, vencedor da promoção feita pela empresa de energia, percorreu o Brasil durante todo o campeonato brasileiro. Entrevistou torcedores, acompanhou partidas e retratou o futebol pela visão mais apaixonada que dele se pode ter.
O sensacional documentário mostra torcedores famosos e deconhecidos, de todas as idades. Acompanha clubes grandes e pequenos, de todas as regiões do país. Nos faz ver que da mesma forma que o torcedor flamenguista demonstra sua paixão, o torcedor do Ceará canta e vibra com seu clube. Claro que há torcidas maiores e mais participativas, mas individualmente os torcedores são muito parecidos. As peculiaridades aparecem, como por exemplo na superstição dos botafoguenses, ou na dramaticidade dos corintianos.
Algo que parece muito comum a todos é o amor incondicional pelo clube de coração. E é esse o ponto alto do especial. A paixão que faz rir e chorar por algo irracional é muitas vezes inexplicável. Só quem tem um time pelo qual torcer consegue explicar. Ou não. Não importa se faz chuva ou sol, se é 1ª ou 2ª divisão, se o seu time é ou não favorito, torcer trás uma sensação ímpar. Para os assíduos frequentadores de estádios, mais que isso: sentem-se fundamentais para o desepenho dos jogadores em campo.
São interessantes algumas declarações: "O nosso time é como se fosse um membro da família", "Se minha esposa me dissesse 'Ou o Palmeiras ou eu'... eu teria que sair de casa". Podem parecer exagero, mas não são. O amor pelo clube é como o de um relacionamento humano. Temos boas lembranças, histórias pra contar, datas a se comemorar. Vivemos momentos felizes, outros nem tanto. Pode ser que ocorram crises, a paixão pode esfriar. Mas no caso do time, o amor sempre é eterno. "Você pode trocar de mulher, de casa, de carro, mas nunca de time". A frase é clichê, mas é a mais pura verdade.
O sensacional documentário mostra torcedores famosos e deconhecidos, de todas as idades. Acompanha clubes grandes e pequenos, de todas as regiões do país. Nos faz ver que da mesma forma que o torcedor flamenguista demonstra sua paixão, o torcedor do Ceará canta e vibra com seu clube. Claro que há torcidas maiores e mais participativas, mas individualmente os torcedores são muito parecidos. As peculiaridades aparecem, como por exemplo na superstição dos botafoguenses, ou na dramaticidade dos corintianos.
Algo que parece muito comum a todos é o amor incondicional pelo clube de coração. E é esse o ponto alto do especial. A paixão que faz rir e chorar por algo irracional é muitas vezes inexplicável. Só quem tem um time pelo qual torcer consegue explicar. Ou não. Não importa se faz chuva ou sol, se é 1ª ou 2ª divisão, se o seu time é ou não favorito, torcer trás uma sensação ímpar. Para os assíduos frequentadores de estádios, mais que isso: sentem-se fundamentais para o desepenho dos jogadores em campo.
São interessantes algumas declarações: "O nosso time é como se fosse um membro da família", "Se minha esposa me dissesse 'Ou o Palmeiras ou eu'... eu teria que sair de casa". Podem parecer exagero, mas não são. O amor pelo clube é como o de um relacionamento humano. Temos boas lembranças, histórias pra contar, datas a se comemorar. Vivemos momentos felizes, outros nem tanto. Pode ser que ocorram crises, a paixão pode esfriar. Mas no caso do time, o amor sempre é eterno. "Você pode trocar de mulher, de casa, de carro, mas nunca de time". A frase é clichê, mas é a mais pura verdade.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Clássico do Século
Barcelona e Real Madrid fizeram mais um grande clássico no Camp Nou. Os falastrões portugueses do Real sairam derrotados, enquanto os discretos craques culés deram show: 5 a 0, fora o baile. E, como Ronaldo havia previsto, não foi de 8. Mas nem precisava.
Algumas considerações a respeito da partida:
*O futebol jogado pelo Barça é algo mágico. Passes precisos, marcação pressão sobre a zaga adversária e, claro, posse de bola excessiva. Toca a bola o jogo todo se precisar. Não bastasse isso, tem talentos individuais de sobra: Xavi, Iniesta, Messi... Não há dúvidas: é a melhor equipe do mundo.
*O time do Real Madrid, que levou de 5, não é um time ruim, óbvio. Além de Cristiano Ronaldo (que sumiu no jogo) em grande fase, o time possui uma organização muito grande. Evoluiu bastante nas mãos de José Mourinho. Nada que fosse páreo para a paciência e inteligência do time catalão.
*Ótima arbitragem. O árbitro Iturralde González foi perfeito em todas as marcações. Procurou amenizar o clima tenso distribuindo alguns cartões, não caiu em simulações e expulsou corretamente Sergio Ramos, que perdeu a cabeça no fim. Com um brasileiro no apito o jogo certamente teria muito mais paralisações.
*Afinal de contas, entre Messi e Ronaldo, quem é o argentino mesmo? Messi é muito mais discreto (na personalidade), tímido até. CR7 tem uma personalidade bem mais, digamos, castelhana que o atual melhor do mundo. Marrento, arrogante e catimbeiro, o português demonstrou muito mais "milonga" na partida. Saiu derrotado.
*Entre os treinadores, da mesma forma, o mais discreto saiu mais sorridente. Aliás, Mourinho nunca havia deixado o campo tão humilhado. Foi a maior derrota de sua carreira. Nem mesmo em times bem mais modestos de sua terra natal, o português havia sofrido tamanho revés.
Obs: Acabei de ver Goiás x Independiente pela final da Copa Sul-americana. Ótima partida para os moldes da América do Sul. Mas vendo tanta bola cruzada na área, tanta dividida no meio-campo, dá uma saudade de ver o Barça jogar...
Algumas considerações a respeito da partida:
*O futebol jogado pelo Barça é algo mágico. Passes precisos, marcação pressão sobre a zaga adversária e, claro, posse de bola excessiva. Toca a bola o jogo todo se precisar. Não bastasse isso, tem talentos individuais de sobra: Xavi, Iniesta, Messi... Não há dúvidas: é a melhor equipe do mundo.
*O time do Real Madrid, que levou de 5, não é um time ruim, óbvio. Além de Cristiano Ronaldo (que sumiu no jogo) em grande fase, o time possui uma organização muito grande. Evoluiu bastante nas mãos de José Mourinho. Nada que fosse páreo para a paciência e inteligência do time catalão.
*Ótima arbitragem. O árbitro Iturralde González foi perfeito em todas as marcações. Procurou amenizar o clima tenso distribuindo alguns cartões, não caiu em simulações e expulsou corretamente Sergio Ramos, que perdeu a cabeça no fim. Com um brasileiro no apito o jogo certamente teria muito mais paralisações.
*Afinal de contas, entre Messi e Ronaldo, quem é o argentino mesmo? Messi é muito mais discreto (na personalidade), tímido até. CR7 tem uma personalidade bem mais, digamos, castelhana que o atual melhor do mundo. Marrento, arrogante e catimbeiro, o português demonstrou muito mais "milonga" na partida. Saiu derrotado.
*Entre os treinadores, da mesma forma, o mais discreto saiu mais sorridente. Aliás, Mourinho nunca havia deixado o campo tão humilhado. Foi a maior derrota de sua carreira. Nem mesmo em times bem mais modestos de sua terra natal, o português havia sofrido tamanho revés.
Obs: Acabei de ver Goiás x Independiente pela final da Copa Sul-americana. Ótima partida para os moldes da América do Sul. Mas vendo tanta bola cruzada na área, tanta dividida no meio-campo, dá uma saudade de ver o Barça jogar...
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Anarquia
Democracia também é esporte. Temos a "liberdade" que todo atacante quer. Podemos escolher a "estratégia" que mais nos agrada. Apesar disso, o que mais nos faz lembrar a política no esporte, é o interesse. Ineresse em ter fama. Interesse em ter grana. Interesse em fazer da sua paixão um caça-níqueis, independente do que seja necessário.
Em algum momento o amor pelo esporte paga. Seja pela ingenuidade do esportista, seja pela ganância do seu agente. Quando se percebe, o atleta porta-se como um candidato eleito. Como se já tivesse alcançado o topo do mundo, enquanto a maioria busca um lugar ao sol. Os momentos de miséria de repente somem da memória, se é que um dia existiram.
Nos dois casos o clamor do povo é essecial. Há uma transformação em que o admirado vira Rei. Alguns reagem bem a isso. Retribuem a admiração com benfeições. Já outros sentem-se donos de tudo que existe. Nestes casos, o que resta é esperar e ver. Se não somos maioria, mesmo que nos instigue a anarquia, não somos donos de nada. Será que o acaso há de salvar-nos?
Em algum momento o amor pelo esporte paga. Seja pela ingenuidade do esportista, seja pela ganância do seu agente. Quando se percebe, o atleta porta-se como um candidato eleito. Como se já tivesse alcançado o topo do mundo, enquanto a maioria busca um lugar ao sol. Os momentos de miséria de repente somem da memória, se é que um dia existiram.
Nos dois casos o clamor do povo é essecial. Há uma transformação em que o admirado vira Rei. Alguns reagem bem a isso. Retribuem a admiração com benfeições. Já outros sentem-se donos de tudo que existe. Nestes casos, o que resta é esperar e ver. Se não somos maioria, mesmo que nos instigue a anarquia, não somos donos de nada. Será que o acaso há de salvar-nos?
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A corrida continua
Após 4 jogos da 32ª rodada, com o empate entre Corinthians e Flamengo ontem, o Fluminense já garantiu mais uma rodada na 1ª colocação. Venceu e convenceu. 2 a 0 pra cima do animado Grêmio. E Conca voltou a mostrar futebol de craque do campeonato. Enquanto o Grêmio viu ser barrada sua ascensão na tabela.
Destaque para o primeiro gol, em que Conca faz o passe, escorrega, levanta-se e quandoo p recebe passe está livre para girar e bater. Golaço! Conca fez também o segundo, após jogada com Washington. O Grêmio ainda criou chances para diminuir, mas parou na falta de inspiração do artilheiro do campeonato, Jonas.
O Flu encara o Inter no Beira Rio enquanto o Grêmio pega o Goiás também fora de casa.
Quem aproveitou-se da derrota do tricolor gaúcho foi o tricolor paulista. O São Paulo venceu o Atlético-PR por 2 a 1 e agora ocupa a 7ª posição, a qual também está garantida até o final da rodada já que ultrapassou o Grêmio e o rubro negro paranaense. Ricardo Oliveira e Miranda marcaram. Guerrón descontou em falha do mesmo Miranda.
O São Paulo se prepara para a dura tarefa de enfrentar o Cruzeiro no Parque do Sabiá para seguir sonhando com a vaga na Libertadores. O Atlético-PR recebe o Palmeiras também em busca da vaga no torneio continental.
Destaque para o primeiro gol, em que Conca faz o passe, escorrega, levanta-se e quandoo p recebe passe está livre para girar e bater. Golaço! Conca fez também o segundo, após jogada com Washington. O Grêmio ainda criou chances para diminuir, mas parou na falta de inspiração do artilheiro do campeonato, Jonas.
O Flu encara o Inter no Beira Rio enquanto o Grêmio pega o Goiás também fora de casa.
Quem aproveitou-se da derrota do tricolor gaúcho foi o tricolor paulista. O São Paulo venceu o Atlético-PR por 2 a 1 e agora ocupa a 7ª posição, a qual também está garantida até o final da rodada já que ultrapassou o Grêmio e o rubro negro paranaense. Ricardo Oliveira e Miranda marcaram. Guerrón descontou em falha do mesmo Miranda.
O São Paulo se prepara para a dura tarefa de enfrentar o Cruzeiro no Parque do Sabiá para seguir sonhando com a vaga na Libertadores. O Atlético-PR recebe o Palmeiras também em busca da vaga no torneio continental.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Mudança
A partir de agora o blog passa a tratar de assuntos gerais. Sobretudo aqueles que instigam a comentários jornalísticos.
Sim, vou iniciar em breve o curso de jornalismo e, por mais que o amor pelo esporte seja maior, procuro estar sempre bem informado em relação à política, economia, etc.
Acredito que quem ama o jornalismo acima de tudo, mesmo sem querer, acaba tendo uma opinião forte sobre todo assunto. E é isso que vou buscar expressar neste espaço, de forma bem humorada e com linguagem simples.
O que não dá pra aceitar por parte do leitor é quem toma partido enquanto formador de opinião e, pior ainda, quem distorce a verdade em favor de seus próprios interesses. Desta forma, buscarei informar antes de opinar. Espero obter um retorno por meio dos comentários, usados como termômetro do blog.
Juro que vou tentar atualizar a página com uma frequência aceitável.
Sem mais.
Sim, vou iniciar em breve o curso de jornalismo e, por mais que o amor pelo esporte seja maior, procuro estar sempre bem informado em relação à política, economia, etc.
Acredito que quem ama o jornalismo acima de tudo, mesmo sem querer, acaba tendo uma opinião forte sobre todo assunto. E é isso que vou buscar expressar neste espaço, de forma bem humorada e com linguagem simples.
O que não dá pra aceitar por parte do leitor é quem toma partido enquanto formador de opinião e, pior ainda, quem distorce a verdade em favor de seus próprios interesses. Desta forma, buscarei informar antes de opinar. Espero obter um retorno por meio dos comentários, usados como termômetro do blog.
Juro que vou tentar atualizar a página com uma frequência aceitável.
Sem mais.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A queda dos "guerreiros"
Não vou aqui aproveitar o momento mais que propício para criticar o "professor" Dunga. Nem vou dizer que o maior erro foi cometido antes do início da Copa (ih!). Mas com seus "escolhidos", Dunga fez campanha até aceitável. Longe de algo comparado com os vexames de Itália e França ou da goleada levada pela Inglaterra. É claro que sempre se espera mais da camisa canarinho, mas esse grupo nunca foi unanimidade em lugar nenhum. Sobretudo para o duelo com os holandeses.
Os times eram iguais. Iguais até demais. Esse era o problema. A Holanda, apesar de ter história no futebol, não tem talentos brotando por todos os lados, como acontece por aqui. Mesmo que os melhores jogadores estejam na Europa, onde o futebol é mais objetivo, é imcompreensível ver apenas três nomes, num elenco de 23, que podem surpreender e decidir uma partida. Sim, a Holanda tinha também no máximo três nomes desse porte. E um deles acabou decidindo.
Havia dito que abrir o placar seria fundamental. Quem tivesse o contra-ataque à disposição levaria vantagem. Mas Kaká, Robinho e Luís Fabiano não souberam aproveitar as poucas chances de contra-atacar que tiveram ainda no primeiro tempo. O gol holandês, numa infelicidade da zaga, escancarou algo que ainda favorece europeus diante de sul-americanos: o emocional. Após isso, veio a virada e a expulsão de Felipe Melo. Então, só a individualidade poderia encontrar o gol salvador. Nada feito. Dunga e seus 23"guerreiros" (com raras exceções) estão fora da Copa.
Os times eram iguais. Iguais até demais. Esse era o problema. A Holanda, apesar de ter história no futebol, não tem talentos brotando por todos os lados, como acontece por aqui. Mesmo que os melhores jogadores estejam na Europa, onde o futebol é mais objetivo, é imcompreensível ver apenas três nomes, num elenco de 23, que podem surpreender e decidir uma partida. Sim, a Holanda tinha também no máximo três nomes desse porte. E um deles acabou decidindo.
Havia dito que abrir o placar seria fundamental. Quem tivesse o contra-ataque à disposição levaria vantagem. Mas Kaká, Robinho e Luís Fabiano não souberam aproveitar as poucas chances de contra-atacar que tiveram ainda no primeiro tempo. O gol holandês, numa infelicidade da zaga, escancarou algo que ainda favorece europeus diante de sul-americanos: o emocional. Após isso, veio a virada e a expulsão de Felipe Melo. Então, só a individualidade poderia encontrar o gol salvador. Nada feito. Dunga e seus 23"guerreiros" (com raras exceções) estão fora da Copa.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Jogo por resultado: jogo pela taça
Não. De fato, não há futebol extremamente vistoso de parte alguma até aqui. A Alemanha, se muito, demonstra ser a equipe mais consistente, ao passo que a Argentina tem o maior potencial. A Espanha mostra evolução, enquanto Brasil e Holanda apresentam posturas bem parecidas em campo. Não é só no 4-2-3-1 eficiente, mas também no pragmatismo presente do primeiro ao último minuto.
No que diz respeito a resultado, Brasil e Holanda demonstram saber bem o que querem. Defesa consistente, meio campo compacto e saída rápida para o ataque: assim as duas equipes tomaram apenas dois gols cada. No caso da Holanda, dois gols de penâlti. Já os "samba boys" tomaram gols em momentos de relax, quando a vitória já estava garantida.
A seleção de Dunga mostrou contra Portugal que o banco de reservas é fraco. E mostrou contra o Chile que ainda tem dificuldades enquanto o placar aponta 0 a 0. A Holanda tem peças de reposição que podem manter o bom nível O grande trunfo dos brasileiros, assim como dos holandeses, é sair na frente no placar e, assim, levarem a partida da forma que mais lhes agrada: defesa e contra-ataque. Mas nesta sexta-feira um dos dois terá de se virar com o placar adverso. Se é que alguém há de abrir o placar.
No que diz respeito a resultado, Brasil e Holanda demonstram saber bem o que querem. Defesa consistente, meio campo compacto e saída rápida para o ataque: assim as duas equipes tomaram apenas dois gols cada. No caso da Holanda, dois gols de penâlti. Já os "samba boys" tomaram gols em momentos de relax, quando a vitória já estava garantida.
A seleção de Dunga mostrou contra Portugal que o banco de reservas é fraco. E mostrou contra o Chile que ainda tem dificuldades enquanto o placar aponta 0 a 0. A Holanda tem peças de reposição que podem manter o bom nível O grande trunfo dos brasileiros, assim como dos holandeses, é sair na frente no placar e, assim, levarem a partida da forma que mais lhes agrada: defesa e contra-ataque. Mas nesta sexta-feira um dos dois terá de se virar com o placar adverso. Se é que alguém há de abrir o placar.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Copa Tática
Após mais de 40 jogos e muitas caneladas, a Copa começa e pegar no breu. Os jogos decisivos estimulam a emoção. Aparecem boas surpresas e algumas decepções: França e, agora há pouco, Itália.
O que mais agrada aos olhos até então é o futebol sul-americano, que resgata sua criatividade ante o poderio defensivo dos europeus. Se não é um primor, pelo menos é mais ofensivo, intimida o adversário, enquanto os europeus se empenham primeiro em destruir para, se possível, criar algo. A Sérvia, a Dinamarca e a Suíça são ótimos exemplos.
Muito do que se viu até então se deve à forma de jogar das equipes. Todos aplicam-se como pequenos times europeus. Parece decreto que se use um 4-2-3-1 ou um 4-4-2, com suas malditas linhas defensivas. Mesmo os times mais "ousados" utilizam um falso 4-3-3, que se transforma num 4-5-1.
Com a chegada das oitavas, a coisa deve melhorar. A necessidade de vencer, principalmente por parte das grandes seleções, pode nos dar esperança de um futebol mais bonito. Mas que não se descarte aqueles com intenções de levar as pelejas até as penalidades. Esses simplesmente se utilizam de sua principal arma: a arte de defender.
O que mais agrada aos olhos até então é o futebol sul-americano, que resgata sua criatividade ante o poderio defensivo dos europeus. Se não é um primor, pelo menos é mais ofensivo, intimida o adversário, enquanto os europeus se empenham primeiro em destruir para, se possível, criar algo. A Sérvia, a Dinamarca e a Suíça são ótimos exemplos.
Muito do que se viu até então se deve à forma de jogar das equipes. Todos aplicam-se como pequenos times europeus. Parece decreto que se use um 4-2-3-1 ou um 4-4-2, com suas malditas linhas defensivas. Mesmo os times mais "ousados" utilizam um falso 4-3-3, que se transforma num 4-5-1.
Com a chegada das oitavas, a coisa deve melhorar. A necessidade de vencer, principalmente por parte das grandes seleções, pode nos dar esperança de um futebol mais bonito. Mas que não se descarte aqueles com intenções de levar as pelejas até as penalidades. Esses simplesmente se utilizam de sua principal arma: a arte de defender.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Rei de Paris, Candidatos e Seleção
O espanhol Rafael Nadal recuperou o trono no saibro de Paris. Pela quinta vez sagrou-se campeão em Roland Garros, onde perdeu apenas uma partida na carreira. A revanche veio ontem: Nadal bateu o sueco Robin Soderling na final. Além do troféu do aberto francês, Nadal retomou também o posto de número 1 no ranking da ATP.
Apesar de ter a receita para vencer Nadal, Soderling desta vez não foi páreo para o Rei do Saibro. Ao contrário do espanhol, tentou encurtar o tempo de disputa dos games. Mas do outro lado encontrou Nadal ainda mais disposto a correr em todas as bolas. E, quando tentava a definição, Soderling tinha dificuldades em acertar o braço. Assim, Nadal conquistou o título e, mais uma vez, sem perder nenhum set.
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Apesar da parada para a Copa, o Brasileirão já apresenta alguns de seus candidatos. Com a promessa de brigar pela taça, aparecem Corinthians, Santos e Fluminense. O Ceará disponta como surpresa nas "pesquisas". O Guarani é outro que aponta para cima na tabela. São Paulo e Internacional pensam mais em outra "corrida eleitoral", enquanto o Palmeiras aguarda a subida de Kléber ao "palanque". Flamengo, Botafogo, Cruzeiro e Grêmio esperam melhorias para prometer algo mais.
Já na parte de baixo, a disputa tem três Atléticos, sendo que o Mineiro causa maior surpresa. De intruso, o Vasco parece ser o mais abatido, deixando na memória de seus torcedores, até o retorno após a Copa, a goleada sofrida para os Meninos da Vila. Enfim, quem está por baixo agradece o tempo livre e deve usá-lo para angariar mais fundos para a campanha.
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Terminou agora há pouco o último amistoso da Seleção Brasileira antes do início da Copa do Mundo. Vitória por 5 a 1 sobre a Tanzânia e mais alguns milhões na conta. Desta vez sem sustos (ninguém se machucou) e com uma saída mais rápida para o ataque, o Brasil aparentou melhoras. Mas, ainda assim, conseguiu tomar um gol tanzaniano em jogada aérea.
O time de Dunga tem agora uma semana só de treinos até a estreia diante da Coreia do Norte, no dia 15.
Apesar de ter a receita para vencer Nadal, Soderling desta vez não foi páreo para o Rei do Saibro. Ao contrário do espanhol, tentou encurtar o tempo de disputa dos games. Mas do outro lado encontrou Nadal ainda mais disposto a correr em todas as bolas. E, quando tentava a definição, Soderling tinha dificuldades em acertar o braço. Assim, Nadal conquistou o título e, mais uma vez, sem perder nenhum set.
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Apesar da parada para a Copa, o Brasileirão já apresenta alguns de seus candidatos. Com a promessa de brigar pela taça, aparecem Corinthians, Santos e Fluminense. O Ceará disponta como surpresa nas "pesquisas". O Guarani é outro que aponta para cima na tabela. São Paulo e Internacional pensam mais em outra "corrida eleitoral", enquanto o Palmeiras aguarda a subida de Kléber ao "palanque". Flamengo, Botafogo, Cruzeiro e Grêmio esperam melhorias para prometer algo mais.
Já na parte de baixo, a disputa tem três Atléticos, sendo que o Mineiro causa maior surpresa. De intruso, o Vasco parece ser o mais abatido, deixando na memória de seus torcedores, até o retorno após a Copa, a goleada sofrida para os Meninos da Vila. Enfim, quem está por baixo agradece o tempo livre e deve usá-lo para angariar mais fundos para a campanha.
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Terminou agora há pouco o último amistoso da Seleção Brasileira antes do início da Copa do Mundo. Vitória por 5 a 1 sobre a Tanzânia e mais alguns milhões na conta. Desta vez sem sustos (ninguém se machucou) e com uma saída mais rápida para o ataque, o Brasil aparentou melhoras. Mas, ainda assim, conseguiu tomar um gol tanzaniano em jogada aérea.
O time de Dunga tem agora uma semana só de treinos até a estreia diante da Coreia do Norte, no dia 15.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Treino? Jogo? Não. Puro Marketing...
A seleção brasileira fez hoje seu primeiro amistoso visando a Copa. Venceu o Zimbábue por 3 a 0, com gols de Michel Bastos, Robinho e Elano. Apesar do placar dilatado, o futebol apresentado não foi o melhor. O Zimbábue chegou a levar perigo durante o 0 a 0.
Os africanos entraram dispostos a vencer. Apesar de ser um amistoso, o ritmo do primeiro tempo foi de jogo pegado, sobretudo por parte do selecionado zimbabuano. Poderia até ter gerado um grande prejuízo: Júlio César teve de deixar o campo ainda no primeiro tempo após uma dividida mais forte e preocupou os brasileiros.
Difícil apontar em quê este amistoso foi proveitoso. Exceto pela vontade do adversário e por alguns lampejos brasileiros, principalmente pelo lado direito, a partida poderia no máximo causar alguma baixa na equipe. De fato, Júlio César está bem, deve jogar na estreia. Mas fica a impressão de que um amistoso contra uma das seleções que estarão no Mundial seria mais sensato. Talvez exigisse uma viagem mais longa. Muito provavelmente não renderia ($$$) o que rendeu, mas...
Afinal, o que é melhor? Um amistoso contra uma seleção forte num ritmo mais leve, ou um "amistoso" contra uma seleção mais fraca num ritmo pegado? Aos olhos de quem manda, a reposta é: o que der mais dinheiro.
Os africanos entraram dispostos a vencer. Apesar de ser um amistoso, o ritmo do primeiro tempo foi de jogo pegado, sobretudo por parte do selecionado zimbabuano. Poderia até ter gerado um grande prejuízo: Júlio César teve de deixar o campo ainda no primeiro tempo após uma dividida mais forte e preocupou os brasileiros.
Difícil apontar em quê este amistoso foi proveitoso. Exceto pela vontade do adversário e por alguns lampejos brasileiros, principalmente pelo lado direito, a partida poderia no máximo causar alguma baixa na equipe. De fato, Júlio César está bem, deve jogar na estreia. Mas fica a impressão de que um amistoso contra uma das seleções que estarão no Mundial seria mais sensato. Talvez exigisse uma viagem mais longa. Muito provavelmente não renderia ($$$) o que rendeu, mas...
Afinal, o que é melhor? Um amistoso contra uma seleção forte num ritmo mais leve, ou um "amistoso" contra uma seleção mais fraca num ritmo pegado? Aos olhos de quem manda, a reposta é: o que der mais dinheiro.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
A caminho da África
A seleção brasileira embarca hoje para a África do Sul, onde começa daqui a 16 dias a Copa do Mundo. Antes, porém, jogadores e comissão técnica fazem parada em Brasília para o tradicional encontro com o presidente.
O hotel e o campo de treino da seleção na África já estão prontos. A equipe deve chegar à cidade de Joanesburgo perto do amanhecer do dia 27. Treino, se houver, apenas na parte da tarde, para adaptação ao fuso horário.
O técnico Dunga deve definir o time titular até o início da próxima semana. A maior dúvida é em relação à lateral esquerda, onde Michel Bastos e Gilberto disputam posição.
A abertura da Copa será em 11 de junho no Soccer City, Joanesburgo, com a partida entre África do Sul e México. Na mesma cidade, no estádio Ellis Park, o Brasil faz sua estréia contra a Coréia do Norte, no dia 15 de junho.
O hotel e o campo de treino da seleção na África já estão prontos. A equipe deve chegar à cidade de Joanesburgo perto do amanhecer do dia 27. Treino, se houver, apenas na parte da tarde, para adaptação ao fuso horário.
O técnico Dunga deve definir o time titular até o início da próxima semana. A maior dúvida é em relação à lateral esquerda, onde Michel Bastos e Gilberto disputam posição.
A abertura da Copa será em 11 de junho no Soccer City, Joanesburgo, com a partida entre África do Sul e México. Na mesma cidade, no estádio Ellis Park, o Brasil faz sua estréia contra a Coréia do Norte, no dia 15 de junho.
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